
O vento revolteava-lhe os cabelos, como que tentando chamar a sua atenção...
Mas ela estava distante...
Sentada no rochedo, vendo o sol pôr-se no horizonte e ouvindo o rebentar das ondas do mar, sentiu o seu coração cada vez mais apertado. Saudade! Sentimento inútil e definhante!
E ainda assim, um sentimento que mantém sempre presente na nossa mente quem mais amamos...
Ela atirou o cabelo para trás, com um suspiro. Ansiava o seu regresso, que por certo estaria para breve. E que no entanto parecia tão longe...
Sentiu um arrepio e encolheu-se, imaginando que ele a abraçava, que a apertava nos seus braços e lhe sussurrava palavras reconfortantes. Como sentia a falta daquele abraço!
Sorriu, para ninguém, recordando todos os bons momentos que já passara com ele...
O sol já desaparecera para lá do que os seus olhos permitiam ver, e surgiam as primeiras estrelas.
O vento voltou a envolvê-la, e ela podia jurar tê-lo ouvido murmurar "Amo-te"...
(Texto fictício)
Para ti...
"Pra sempre, por certo, meu amor és tu..." (Tim e Mariza «Fado do encontro»)