segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Novidades?

E pronto, cá estou eu, de malas e bagagens em Aveiro... àqueles que esperavam ansiosamente por novas palavras, peço imensa desculpa :P

Mas finalmente as coisas começam a andar para a frente, acho eu.

O início do ano foi uma coisa atribulada, tipo, ah e tal, um pouco de organização lá para os lados da reitoria dava jeito, digo eu... onde já se viu, fazer matrículas depois dos caloiros (ou aluviões), depois chegar ao dia de ir para a escolinha e mais de metade do pessoal nem tem horário? E os 950€ que a gente paga, é pra quê? Só para o papel higiénico que se gasta nas casas-de-banho? Não!!! Também é para que as coisas sejam organizadinhas, e começadas a horas!

Mas pronto, as aulas já começaram e agora é a vez de reclamar porque AS AULAS COMEÇARAM! É a vida, não me posso queixar, dizem os senhores de idade...

E depois tivemos duas perdas enormes, umas maior que a outra: o Tó, que se passou para Biotecnologia (mas pronto, lá continua a melgar-nos), e a Xana. Isso sim, é uma grande perda. E miúda, isto agora é para ti, como já deves saber, a gente adora-te e apesar da distância, as portas estão sempre abertas para ti... cá em Aveiro, em Guimarães (coisa mais linda) e lá pelos Algarves (tipo, já te tou a fazer convidada para casa da Carla). :) Agora a sério, continuas a contar comigo para o que for preciso, e nós pensamos muitas vezes em ti, ok? Tu és uma fixe (e agora falando à geração morangos com açúcar), curte-te bué, és bué da nice, yo miúda bora dar uma volta (conseguiste visualizar os gestos?). Boa sorte, bicha.

Continuando, e depois há aquelas rivalidades de que já nem vale a pena falar, de tão batido que está o assunto.

Pormenores...

Aqui ficam umas fotos, assim só para marcar o início do semestre...






quinta-feira, 20 de setembro de 2007

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

10ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


- Não vai há mais de vinte e cinco anos, estava eu no lugar onde o meu filho se encontra sentado neste momento. O meu coração batia acelerado. Era o dia do meu vigésimo aniversário e seria formalmente apresentado à Floresta Dourada. E, para além disso, teria que escolher, de entre todas as raparigas, a mais bela. A escolha foi difícil. Mas hoje sei que não podia ter escolhido melhor. Como manda a tradição, dancei com essa rapariga nessa noite e acabei por me apaixonar. Casei com ela e dela tive um filho. – sorriu à Rainha, que estava indubitavelmente emocionada. – E hoje é a vez desse meu filho. É a vez do meu filho ser apresentado à Floresta Dourada e é a vez dele escolher a mais bela das jovens. – virou-se para o Príncipe, que aparentava uma estranha calma. – Rafael, tens a minha bênção. – toda a multidão rompeu em aplausos, abrindo caminho e deixando o tapete de flores à vista. Por ali iriam desfilar todas as raparigas da Floresta. Todas, menos uma. Safira não se deixaria levar pela luxúria, desfilando em frente a toda a gente e exibindo-se para o Príncipe. Faria apenas parte da assistência.
As restantes raparigas formaram uma só fila, cada uma mais nervosa que a outra. O Príncipe parecia não prestar qualquer atenção às dezenas de raparigas. O seu pensamento voara para alguns metros dali. O mais prestigiado músico da Floresta Dourada agarrou na sua flauta de madeira e tocou uma melodia suave e simultaneamente ritmada, dando assim início ao desfile. A primeira das raparigas avançou desajeitadamente pelo tapete de flores, mas à medida que se aproximava do Príncipe, a sua confiança aumentava, conseguindo fazer uma vénia plausível, no final. Rafael olhou-a apenas por respeito, pois aquela rapariga em nada lhe interessava. E assim foi com todas as outras. O Príncipe reagiu da mesma forma a carnudas e esguias, altas e baixas, loiras e morenas, feias e formosas. Nenhuma lhe despertou o mesmo interesse que a rapariga dos cabelos dourados lhe despertara. E, azar dos azares, essa mesma rapariga fora talvez a única que não desfilara.
Safira apercebera-se dos olhares furtivos que o Príncipe lhe atirava de momentos a momentos. Pela primeira vez, não se sentia incomodada com o facto de estar a ser observada. Tentou esquivar-se aos pensamentos que a assolavam. O desfile chegara ao fim e Rafael anunciaria, a qualquer momento, quem teria a honra de dançar com ele. As raparigas voltaram a formar uma fila e o Príncipe levantou-se. Sorriu aos pais e dirigiu-se ao centro da Clareira, perto da fogueira, que ardia vorazmente. Ergueu a mão ao músico que tocara flauta anteriormente, e o som de uma valsa encheu os ares. Safira viu que agora o músico não tocava sozinho. A ele juntara-se uma dezena de homens, cada um deles tocando flauta, harpa ou violino. A música entrava suavemente pelos ouvidos de cada pessoa e continuava a entoar nas suas mentes.
O Príncipe olhou para todas as raparigas, que esperavam ansiosas pela sua escolha. Sorriu a todas elas, mas havia chegado ao fim da fila e a dança continuava pendente, apesar de a música seguir ao seu ritmo. E, surpreendentemente, Rafael voltou-se, ficando de costas para todas as concorrentes. Um subtil burburinho levantou-se.
- Foi-me anunciado... – Safira estremeceu ao ouvir voz tão firme. Era a primeira vez que o Príncipe falava, desde o início do Baile. – ... que é minha obrigação escolher a mais bela rapariga da Floresta Dourada e dançar com ela. Mas nada me obriga a escolhê-la apenas de entre as que participaram no desfile. – o barulho de fundo intensificou-se. As raparigas transmitiam incredulidade. – Na minha opinião, a mais bela rapariga da Floresta Dourada não se encontra entre as que desfilaram. – e sem se importar com alguns gritos de protesto por parte das jovens, Rafael avançou pela clareira, de olhar fixo no de Safira. Esta sentiu o seu coração dar um pulo e o que mais desejava naquele momento era poder desaparecer. Não podia crer que o Príncipe a tivesse escolhido, mas a verdade era que ele caminhava ao seu encontro. Respirou fundo várias vezes e encarou a verdade de frente. Iria dançar com o Príncipe! As pessoas abriam um estreio caminho, para logo o tornar a fechar, e Rafael alcançou Safira. Olharam-se e sorriram, com uma cumplicidade que nunca pensaram poder existir entre duas pessoas. Rafael ergueu a sua mão para Safira, que continuava de pé no banco, e tinha que o olhar de cima. Instantaneamente, toda a Floresta mergulhou no mais profundo silêncio. Apenas se ouvia, ao longe, o pio do mocho e o som gorgolejante do rio.
- A menina dá-me a honra desta dança? – perguntou, curvando-se ligeiramente.

domingo, 9 de setembro de 2007

Olha a madrinha babada!

E depois de muitas confusões (raio do padre que resolveu implicar...) lá saiu o baptizado do Gonçalo. Aqui ficam algumas fotos para recordação...




























É lindo, não é?
Bjs...





quarta-feira, 5 de setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pessoal...


Após umas merecidas férias, cá estou eu.

Tenho algumas declarações a fazer: em primeiro lugar, se querem passar um dia interessante e remontar aos nossos antepassados, nada melhor que ir à origem deste país, ou seja, à cidade berço. O castelo não é assim nada de extraordinário, admito, mas tem a sua magia. Agora aquilo que me fascinou foi o Paço dos Duques. Como diria a minha irmã "Quando ganhar o Euromilhões, vou comprar o Paço dos Duques"... e depois acrescenta: "Quando eu ficar rica, fico novamente pobre!". Continuando, o Paço tem umas salas de se lhe tirar o chapéu, principalmente o quarto duma qualquer pessoa importante da altura. Eu quero aquela cama!!! E a sala das armas? Imaginar que aqueles bicos (das espadas, claro) já podem ter morto pessoas!!! E a sala dos banquetes? E a das festas.... Eles tinham salas para tudo! E depois há aquelas que eu nem percebi para que serviam... Mas pronto, o Paço dos Duques está aprovado.

Se quiserem ir ainda mais atrás no tempo, aí pela altura em que um tal de Jesus andou por cá a ver as vistas, temos a Citânia de Briteiros. Para quem não tem qualquer fascínio por história e calhaus, aquilo é realmente um monte disso mesmo: Calhaus! Mas se souberem apreciar, vão adorar, ver todas aquelas casinhas pequenas. Vocês sabiam que os homenzitos da altura já tinham sauna? Querem saber como funcionava? Façam uma visitinha.

Agora pessoal, o que eu não aconselho nada, é o comboio histórico da linha do douro. Aquela cena é mesmo a vapor, passa a vida a avariar, anda que parece um caracol, atrasou-se duas horas, ficamos perdidos no meio do nada sem rede. E ainda por cima, apanhei uma tempestade quando estava dentro do comboio, assim uma coisa monstruosa, que eu pensei que não passava daquele dia. Portanto, esqueçam...

E aquela semaninha no nosso pequeno algarve (póvoa de varzim :))?
Aquilo agora até tá girito, o mar na zona onde estive era espectacular (sem ondas e limpo), e aquele lanche no café cujo nome não me lembro... bem, lanche quente é do melhor!!!

E pronto, nada de férias estilo princesa, mas deu para os gastos... e deu pra me distraír aos poucos... porque isto de tar semanas a 300 km do moçito tem muito que se lhe diga!

Beijos pessoal.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

9ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Também era o primeiro Baile de Safira. O pai sempre aconselhava a filha para que fosse, mas ela alegava que preferia ficar a fazer-lhe companhia. Porém, nesse ano, o motivo fora mais que forte. E estava a divertir-se bastante, mais do que alguma vez imaginara. Voltou à mesa para pegar num grande pedaço de pão ainda quente e regressou ao seu lugar, sempre a sorrir. Uma ou duas pessoas acenaram-lhe. Conheciam-na como sendo a filha do lenhador. Safira não tinha amigas. Apenas um amigo: o pai. Não confiava em mais ninguém, senão nele. E por isso se encontrava sempre tão só.
Olhou toda a Floresta à sua volta. Conhecia cada recanto daquela Clareira e cada uma das árvores à sua volta. A sua favorita era aquela em que instalava o baloiço fabricado pelo pai. De cada um dos lados do pequeno pedaço de madeira que servia de assento, saía uma corda que Safira prendia num dos ramos daquela árvore, que se encontrava, nesse momento, parcialmente oculta pelos bancos destinados à família Real.
A cada momento que passava, as mesas iam ficando mais vazias e as pessoas cada vez mais satisfeitas. Os nervos das raparigas começavam a aumentar. A tão esperada hora não tardava em chegar. Assim que toda a gente se fartou de comer, Safira viu os Reis dirigirem-se para os seus bancos, seguidos pelo Príncipe e pelo cocheiro. O Rei permaneceu de pé, pedindo silêncio, tal como acontecera anteriormente. Rafael e a Rainha sentaram-se. Safira pôs-se de pé, pois novamente a multidão a engoliu. Viu uma rapariga arranjar o cabelo a outra.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Só para aguçar a curiosidade...


Ana leu a carta pela milésima vez desde que chegara a casa, não se cansando de recordar todos os momentos que vivera ao lado de Gabriel e perguntando-se se tudo aquilo fora realidade. Não chorou. As lágrimas haviam secado. Para sempre. Sentada no sofá, de braços cruzados, olhava a lareira, onde o seu diário ardia vorazmente. Ali escrevera muitas vezes, com o objectivo de imortalizar todos os bons e maus momentos que passara. Se Gabriel lhe pedia para que conservasse a história deles oculta, aquele era um bom princípio. Releu a carta dele uma última vez, antes de a lançar também ao fogo, sentindo uma pontada no coração. Ficou ali, vendo as suas memórias desvanecerem-se. Sentiu-se fraca. Não comia desde o dia anterior, mas o apetite não existia mais. Naquele momento, nada fazia sentido. Apenas tinha um objectivo. Quando as páginas do seu diário e a carta de Gabriel se consumiram totalmente, levantou-se, desolada. Chegara então a hora. Caminhando lentamente, dirigiu-se ao quarto. Os seus passos ecoavam no soalho. Ficou alguns segundos encostada à ombreira da porta, observando o quarto com uma expressão vazia. Depois abriu todas as gavetas e acabou por encontrar o que procurava, embrulhado num lenço de linho. Não sabia porque o guardara. Apenas sabia que agora lhe iria ser útil. Olhou o punhal atentamente. Havia pertencido ao pai. Deslizou um dos dedos pela lâmina, suavemente. Inspirando fundo, deslizou-o novamente, fazendo pressão, com um esgar de dor. Ana sorriu, ao ver o dedo sangrar. Olhou para cima, continuando a sorrir, como se pudesse ver algo no tecto do seu quarto. Soltou uma gargalhada e sussurrou:
- Gabriel, não aguento viver sem ti. Pedes-me que seja feliz, mas só o serei a teu lado. – Olhou a pena que Gabriel lhe deixara, agora pousada em cima da cama. Os seus olhos revelavam alguns sinais de loucura. Com tanto que sofrera, já se adaptara à dor. – Nunca ninguém saberá desta nossa história, uma vez que não ficará ninguém para contá-la. Não sei como vai ser daqui para a frente, nem o que fazer. Falaste-me do Céu e do Inferno. Se me perder, encontra-me. – Olhou-se ao espelho. Nunca a sua beleza estivera em tal declínio. Os olhos pareciam afundar-se cada vez mais na sua face. Os lábios estavam ressequidos e a pele desidratada. – Nem Deus pode impedir que eu e tu sejamos felizes juntos, Gabriel…


Pequeno excerto do meu primeiro livro... "Borboleta"

domingo, 12 de agosto de 2007

Pura magia...


Magia? Não sei… Apenas sei que ter-te de novo ao meu alcance, poder tocar-te, sentir-te, ouvir-te… saber que estás ao meu lado, que não és apenas uma miragem, que realmente és tu o responsável por esta felicidade… Caminhar contigo ao meu lado, ouvir uma resposta quando te pergunto como estás, sorrir-te com cumplicidade… escutar uma vez mais amo-te ao meu ouvido… De repente tudo parece existir para mim: os pássaros que cantam para que eu possa dançar, uma dança melodiosa, suave e delicada; as flores que se inclinam para mim, para que eu possa tocar-lhes, sentir a simplicidade da verdadeira beleza, para que me possa envolver num mundo de cores vivas; a água que corre, para que eu saiba que o tempo não pára, fazendo-me ver que os dias urgem e que a distância não é afinal tão grande; o imenso céu que me guia, me faz perder na sua imensidão, mostrando-me que sou pequenina mas que posso um dia conquistar o mundo… pela força deste amor. E então sinto-me em paz, a serenidade toma conta de mim e a vida ensina-me a esperar e a acreditar que és um anjo…

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Gosto de ti...


Ilumina-me... Pedro Abrunhosa


"Gosto de ti como quem gosta do sábado,

Gosto de ti como quem abraça o fogo,

Gosto de ti como quem vence o espaço,

Como quem abre o regaço,

Como quem salta o vazio,

Um barco aporta no rio,

Um homem morre no esforço,

Sete colinas no dorso

E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,

Gosto de ti como quem finta o futuro,

Gosto de ti como quem diz não ter medo,

Como quem mente em segredo,

Como quem baila na estrada,

Vestido feito de nada,

As mãos fartas do corpo,

Um beijo louco no porto

E uma cidade p’ra ti.


Enquanto não há amanhã,

Ilumina-me,

Ilumina-me.

Enquanto não há amanhã,

Ilumina-me,

Ilumina-me.


Gosto de ti como uma estrela no dia,

Gosto de ti quando uma nuvem começa,

Gosto de ti quando o teu corpo pedia,

Quando nas mãos me ardia,

Como silêncio na guerra,

Beijos de luz e de terra,

E num passado imperfeito,

Um fogo farto no peito

E um mundo longe de nós.


Enquanto não há amanhã,

Ilumina-me,

Ilumina-me.

Enquanto não há amanhã,

Ilumina-me,

Ilumina-me."


Amo-te...

8ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Estavam cada vez mais próximos. Rafael caminhava atrás. Os Reis passaram por Safira sem para ela olharem, apenas porque não viram a rapariga empoleirada no banco, nem quando ela se curvou para os receber, assim como todos faziam.
O coração da jovem parou momentaneamente. Rafael estava o mais próximo possível dela. Olharam-se com intensidade e sorriram um ao outro, como se de cúmplices se tratassem. Safira baixou o rosto, ainda a sorrir. As raparigas histéricas olhavam-na com inveja. Ela fora a única a quem Rafael sorrira.
A família Real sentou-se, assim que chegou ao fim do tapete de flores. O Rei ao centro, a Rainha do lado direito e Rafael do lado esquerdo. O cocheiro apresentou-se de pé, ao lado de Rafael. Toda a Floresta Dourada estava voltada para eles. O silêncio instalara-se uma vez mais. E então, o Rei levantou-se, acenou a toda a multidão, que aplaudiu entusiasticamente, e pediu que o barulho cessasse.
- Caros amigos da Floresta Dourada. – começou, revelando uma voz grave, mas benevolente. – É com um enorme prazer que venho, uma vez mais, receber a Primavera convosco. Sem mais demoras ou discursos, que comece o Baile da Floresta! – e às suas palavras, toda a gente se dirigiu às mesas , incluindo a família Real, de modo a satisfazer o estômago. Safira desceu do banco, enquanto os Reis e o Príncipe caminhavam novamente pelo tapete de flores, em direcção às mesas. Safira escolheu uma das mesas mais despovoadas e tirou um naco de carne. Saboreou-o com delicadeza e afastou-se, a fim de deixar que outros tivessem oportunidade de se servir. Voltou a sentar-se no seu banco, longe de toda a multidão. Podia observar, por entre espaços, o Príncipe lá longe. Este sorria, num mundo repleto de novidades. Rafael sempre ficara no castelo nos Bailes da Floresta. Não por opção. Apenas porque o Rei insistia que a sua apresentação oficial à Floresta Dourada só seria no dia do seu vigésimo aniversário, tal como mandava a tradição.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Como manter o amor...


“Mãe e filha caminhavam pela praia.
A dada altura, indagou a jovem:
- Mamã, como se faz para manter o amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Apanha um pouco de areia e fecha a mão com força…
A jovem assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia na mão, mais depressa esta escapava.
- Mamã, assim a areia cai!!!
- Eu sei. Agora abre completamente a mão…
A jovem assim fez.
Mas veio o vento forte e levou consigo a areia que lhe restava da mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir, disse-lhe:
- Agora apanha outra vez um pouco de areia e mantém-na na mão semiaberta, como se fosse uma colher: suficientemente fechada para protegê-la e suficientemente aberta para lhe dar liberdade.
A menina seguiu as instruções da mãe: a areia não só não lhe escapava da mão como ficava protegida do vento.
- É assim que se faz durar um amor… - concluiu a mãe.”

retirado de uma revista.

7ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Rafael saiu, deslumbrando tudo e todos com o seu porte altivo. Era um rapaz esbelto e de uma extrema elegância. Ao contrário dos seus pais, não ergueu a mão para cumprimentar todos os que o desejavam ver. Limitou-se a sorrir timidamente. Lançou um olhar em sua volta, admirando tudo com curiosidade, e os seus olhos negros fixaram inevitavelmente a rapariga em cima do tronco, com cabelos dourados, que esvoaçavam ao sabor do vento. Safira sentiu um ligeiro rubor subir à face, assim que o seu olhar se cruzou com o de Rafael. Sorriu.
Uma salva de palmas interrompeu o silêncio que se havia instalado, e as raparigas começaram a gritar pelo nome do Príncipe. Rafael desviou, com alguma relutância, o olhar daquela rapariga que tanto o fascinara desde o primeiro segundo.
As pessoas abriram caminho entre si e algumas mulheres, reservadas para aquela tarefa, espalharam no chão pétalas das mais lindas flores existentes na Floresta, formando assim um belo tapete. Cada uma das mulheres transportava consigo um cesto de verga, repleto de pétalas multicolores. O recente tapete de flores conduzia a um dos extremos da Clareira, onde haviam sido instalados os três melhores bancos talhados nos troncos. Cada um deles estava enfeitado com flores brancas e folhas verdes. Assim que o tapete de flores ficou completo, a família Real caminhou sobre ele. Safira ficara bem a meio do percurso e Rafael iria passar a seu lado. Esta visão deixou-a imediatamente com náuseas.
Os três caminharam lentamente, cumprimentando toda a gente com acenos de cabeça e sorrindo em todas as direcções. As pessoas curvavam-se à passagem deles. Algumas raparigas davam pequenos pulos de euforia, tentando chamar a atenção do Príncipe. Mas pouco ou nada conseguiam. Rafael voltara a fixar o seu olhar em Safira. Parecia que algo o prendia a ela. Não sabia explicar se seria o seu jeito simples, se os seus olhos expressivos ou se o seu sorriso enigmático. Apenas sabia que algo nela lhe sugava o olhar.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

6ª Parte do 1º Capítulo "Safira"




Cruzou a perna para poder retirar uma folha que se colara a um dos seus pés descalços. Era uma das coisas que mais a fascinava: caminhar descalça pela Floresta. O seu pai pedia-lhe que não repetisse a proeza, de cada vez que o fazia. Mas, naquele dia, todos se apresentavam descalços. Era assim há muitos anos. Apenas mais uma tradição que passara de geração em geração. Então, enquanto se mantinha entretida a sacudir os pés com gestos delicados, a população entrou em alvoroço. Safira ergueu o olhar, mas toda a gente se juntara na sua frente, impedindo-a de ter visão sobre o que quer que fosse. Colocou-se de pé, agilmente, no banco em que havia estado sentada, e percebeu o que se estava a passar. O magnificente coche puxado por quatro cavalos brancos via-se já ao fundo da Clareira. O seu coração deu um pulo, querendo saltar a qualquer momento. Algumas raparigas gritavam, histéricas. Safira sorriu com ironia, perante tamanha balbúrdia. O coche parou bem na frente do local onde se encontrava. O cocheiro, um homem atarracado e com uma enorme barriga, desceu e deu uma palmadinha na cabeça de um dos cavalos, abrindo a porta do coche de seguida. De lá saiu um homem alto, de cabelo cinzento e enormes olhos pretos. Vestia um casaco que lhe batia no joelho, castanho e com botões dourados. As calças, justas à perna e também castanhas, perdiam-se por dentro de umas botas de pele, onde o casaco roçava. A sua camisa, bege, era bem enfeitada de enormes rendas da mesma cor. O Rei ergueu a mão e cumprimentou o seu povo. Enquanto isso, o cocheiro ajudava a Rainha a descer, tendo-lhe estendido a mão. A Rainha desceu, imponente e majestosa no seu vestido de veludo verde, que possuía uma enorme roda. Os seios, comprimidos pelo corpete, quase saltavam para fora. O seu cabelo estava preso no alto da cabeça, onde lhe fora colocada uma flor. Transportava consigo um requintado leque, que abanava ligeiramente. Sorriu aos habitantes da Floresta e ergueu também a sua mão para os cumprimentar. E, sem aviso, o tempo parou. Todos se silenciaram para ver o terceiro elemento da família Real descer do coche. Contavam-se pelos dedos os que alguma vez o tinham visto.

Retirado da revista "audácia"


“ À procura da felicidade…
No princípio dos tempos, vários demónios reuniram-se para fazer uma travessura.
Um deles disse:
- Devíamos tirar alguma coisa aos humanos!... Mas o que é que lhes vamos tirar?
Depois de muito matutar, um dos demónios propôs:
- Já sei, vamos tirar-lhes a felicidade. O problema é onde a esconder para que não a possam encontrar.
Alguém levantou a mão:
- Vamos escondê-la no cimo do monte mais alto do mundo.
Imediatamente respondeu o outro:
- Não! Lembra-te que eles têm muita força. Alguém pode subir e encontrá-la e, se a encontra, todos vão saber onde está.
Disse outro:
- Então vamos escondê-la no fundo do mar!
Alguém respondeu:
- Não! Lembra-te de que eles são curiosos e algum dia alguém vai construir um aparelho para poder descer e então vão encontrá-la.
Outro sugeriu:
- Vamos escondê-la num planeta bem longe da Terra.
Mas um demónio ripostou:
- Não! Lembra-te que eles têm inteligência e, algum dia, alguém vai construir uma nave para poder viajar para outros planetas e vai encontrá-la. Então, todos terão a felicidade.
O último dos demónios tinha estado calado a escutar atentamente cada uma das propostas dos demais. Pesou cada uma delas e depois disse:
- Acho que sei onde pôr a felicidade para que realmente nunca a encontrem.
- Onde?
- Vamos escondê-la dentro deles próprios. Estarão tão ocupados a procurá-la fora de si que nunca a encontrarão.
Todos concordaram e desde então é assim: as pessoas passam a vida à procura da felicidade sem saber que a trazem consigo!”

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

5ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Olhou as outras raparigas, com as coroas das mais belas flores a ornamentar-lhes os cabelos. Todas elas, tal como Safira e os restantes habitantes da Floresta Dourada, assim lhe chamavam, haviam-se vestido de branco. O vestido de Safira tocava-lhe um pouco acima dos joelhos e a bainha tinha bordadas, com um fino fio dourado, folhas e flores. Havia pertencido à mãe, em tempos. O vestido realçava as belas formas desenhadas do seu corpo e este assentava-lhe sobre os ombros com umas alças do próprio tecido. Os seus olhos verdes brilhavam, dando-lhe um ar angelical. As jovens da mesma idade apresentavam-se com trajes idênticos aos de Safira, mas nenhuma delas possuía um encanto pessoal. Todas elas riam alto, falavam exageradamente e não disfarçavam a ansiedade. E Safira conhecia o motivo de todo aquele alarido. Como em todos os anos, a família Real descia à Clareira principal para, juntamente com todos os seus súbditos e restantes habitantes da Floresta Dourada, darem as boas-vindas a uma nova Primavera. E para além do Rei e da Rainha, era sabido que também Rafael vinha com eles. Safira não era a única rapariga, naquele espaço, apaixonada pelo Príncipe. Mas talvez fosse a única que guardava para si tais sentimentos. Todas as raparigas sonhavam com aquele jovem de olhos negros e cabelo rebelde. E esse ano trazia uma surpresa. Fora anunciado que, sendo o vigésimo aniversário do primogénito dos Reis da Floresta Dourada, Rafael escolheria, de entre todas as jovens do reino, a mais bela. Safira não tinha qualquer esperança de ser a escolhida. Não havia sido para isso que fora à festa. Apenas queria olhar a face de Rafael uma vez mais.

terça-feira, 31 de julho de 2007

4ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Safira caminhou por entre a multidão, tentando passar despercebida. Olhou o céu por instantes e sorriu à lua. Passava noites a fio a observar aquele astro, o seu favorito. Afirmava que lhe transmitia calma e serenidade, adjectivos que tão bem encaixavam nela própria.
A noite chegara, e com ela, milhões de estrelas. Os inúmeros pirilampos de toda a Floresta haviam-se juntado para iluminar e receber a Primavera. Vozes e risos enchiam o ar. Uma fogueira abrasadora fora acesa no meio da Clareira principal e as crianças dançavam à sua volta, quase derrubando as muitas mesas que ali estavam instaladas. Cada uma daquelas mesas, coberta por uma toalha de linho, aguentava sobre si um verdadeiro manjar.
Sentou-se num dos muitos bancos talhados nos troncos de árvores, já mortas pela velhice ou por um raio em noite de tempestade. Vários olhares se voltaram para si, dos quais Safira não fez caso. De certo modo, já se habituara a que as pessoas a observassem. Era assim desde criança. Houvera até quem afirmasse que Safira parecia uma Fada, e que viera ao Mundo transmitir alegria às pessoas que tinham a sorte de ouvir aquela voz melodiosa e serena, que se dissipava no ar, tal como o perfume a flores silvestres que transportava consigo.
A seu lado, um pequeno aglomerado de pessoas entoava uma canção de louvor à Floresta e a tudo o que nela existe. Safira soltava pequenos sorrisos, como se receasse ser ouvida. Apenas as coisas mais simples a fascinavam e talvez fosse essa a principal razão do seu encanto. Ajeitou a sua coroa na cabeça, tendo o extremo cuidado de não amachucar os lírios que a enfeitavam. Fora o seu pai que a fizera. A relação deles tornara-se bastante mais próxima quando a mãe de Safira morrera, vítima de uma estranha doença. Safira tinha apenas sete anos, e nunca ninguém a vira chorar pela perda que sofrera. No entanto, o seu prolongado silêncio indicava um penoso sofrimento que habitava dentro de si. Desde então, Safira era a única razão de viver do pai, e a sua protegida.

Palavras anotadas por um reporter que presenciou o acidente...

"Mãe...
Fiz o que me pediste...
Fui à festa, mãe. Lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi um sumo.
Senti orgulho de mim mesma e do modo como disseste que eu me sentiria, e que não deveria beber e conduzir...
... ao contrário do que alguns amigos me disseram.
Fiz uma escolha saudável. O teu conselho foi correcto.
E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a conduzir sem condições..., fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz...
Eu nunca poderia esperar...
Agora estou deitada na rua, e ouvi o polícia dizer: "O rapaz que causou o acidente estava bêbedo."
Mãe, a voz parecia tão distante...
O meu sangue está a correr por todos os lados e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar...
Posso ouvir os paramédicos a dizerem: "A rapariga vai morrer"...
Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia... Enquanto ele andava a toda a velocidade... afinal, ele decidiu beber e conduzir. E agora tenho de morrer...
Porque é que as pessoas fazem isso, mãe, sabendo que vai arruinar vidas?
A dor está-me a cortar como uma centena de facas afiadas...
Diz à minha irmã para não ficar assustada. Mãe, diz ao papá que seja forte... e quando eu for para o céu, escreva "Menina do pai" na minha sepultura...
Alguém deveria ter dito àquele rapaz que é errado beber e conduzir... talvez, se os seus pais lho tivessem dito, eu ainda ficasse viva...
A minha respiração está a ficar mais fraca, mãe, e estou realmente a ficar com medo...
Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada...
Eu gostaria que tu pudesses abraçar-me, mãe...
Amo-te! Adeus..."
Retirado de uma revista "Audácia"

segunda-feira, 30 de julho de 2007

3ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Deslumbrada, viu passar um magnífico coche, puxado por quatro majestosos cavalos brancos. Percebeu imediatamente que se tratava do coche real. Esticou um pouco mais o pescoço, de forma a vislumbrar melhor o Rei e a Rainha. Nunca estivera tão perto deles como naquele momento, e o seu coração palpitava de entusiasmo. Porém, quem ia lá dentro não eram o Rei e a Rainha. O coche transportava apenas um jovem. Safira ficou hipnotizada por aquele olhar que fixava o horizonte. Soube desde logo que aquele só podia ser o Príncipe da Floresta. Tinha conhecimento de que se chamava Rafael e que fazia vinte anos no dia do Baile da Floresta. Nada mais sabia sobre ele e era a primeira vez que o via. Safira seguiu o coche com o olhar, até o perder de vista.
Não contou a ninguém que vira o Príncipe, nem mesmo ao pai, para quem não tinha segredos. A razão para o seu silêncio era aquele calorzinho no coração, ao relembrar os olhos negros de Rafael. Guardou para si aquela imagem e regressou a casa, esquecendo a flor no chão.

Momentos mágicos...


segunda-feira, 9 de julho de 2007

Saudades!!!

Estou cheia de saudades destes totós!!! quantas vezes eu chorei a rir com eles...

Dias de amizade!

Diz lá amiga, temos um ganda estilo! Beijos, só espero que um dia possas ser a Joana que uma dia foste...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Nostalgia...


Right here wainting
Richard Marx

Oceans apart day after day and I slowly go insane.
I hear your voice on the line, but it doesn't stop the pain.
If I see you next to never, how can we say forever.

Chorus:Wherever you go, whatever you do,
I will be right here waiting for you.
Whatever it takes or how my heart breaks,
I will be right here waiting for you.

I took for granted all the times that I thought would last
somehow.
I hear the laughter, I taste the tears, but I can't get near you
now.
Oh can't you see it, Baby, you've got me going crazy.

Chorus:Wherever you go, whatever you do,
I will be right here waiting for you.
Whatever it takes or how my heart breaks,
I will be right here waiting for you.

I wonder how we can survive this romance.
But in the end if I'm with you, I'll take the chance.
Oh can't you see it, Baby, you've got me going crazy.
Wherever you go, whatever you do,
I will be right here waiting for you.
Whatever it takes or how my heart breaks,
I will be right here waiting for you.
Waiting for you.

terça-feira, 26 de junho de 2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Para ti...


Era um belo fim de tarde. O sol começava já a dar sinais de querer esconder-se para lá do horizonte e a temperatura era agradavelmente quente. De tempos a tempos corria uma ligeira brisa, que eu gostava de sentir na face.
Após a enorme pressão de mais um exame, nada sabe melhor que um passeio pela Natureza com a pessoa que se ama. A companhia perfeita, o local perfeito, onde o verde e o azul dominavam. Senti-me invadida por uma sensação de nostalgia. Há quantas semanas andava eu com a cabeça enfiada nos livros? Acho que lhe perdi a conta… Habituada a uma luz artificial do candeeiro, até aquele sol de fim de tarde me fazia franzir os olhos. Mas estava-me a saber pela vida, aquele passeio… eu, uma rapariga da cidade, sinto um certo fascínio pelas coisas simples, como a Natureza. E então aproveitei cada momento como se fosse único, apreciando os sons, as cores…
Àquela hora não se via quase ninguém.
Senti uma enorme vontade de fazer parte do jardim relvado que pisávamos e sugeri que nos deitássemos ali mesmo, na relva. Ele pediu-me que me deitasse primeiro, como que a desafiar-me, e assim fiz, pouco preocupada com o facto de a minha túnica ser de cor clara. Deitei-me, com o céu no meu campo de visão. Não estava totalmente limpo, viam-se algumas nuvens… chovera no dia anterior. E então experimentei uma das sensações mais maravilhosas, ouvir a voz da Natureza. Não me lembrava da última vez em que tinha feito aquilo. Há tantos anos… observar o céu, ouvir o som do vento a soprar as folhas da árvore que estava ao nosso lado, o piar das aves que cruzavam o ar… como se estivéssemos sós no mundo, como se aquele fosse o nosso espaço, como se tudo fosse nosso e nada mais fosse realmente importante. Fechei os olhos e senti o aroma suave da relva. Só quis parar o tempo e conservar aqueles momentos para o resto da vida, gozar para sempre daqueles minutos em que os problemas se dissipam e tudo nos parece perfeito. Sorri, contendo o impulso de soltar uma gargalhada de felicidade… quantas vezes na vida nos sentimos assim? Tão poucas! Mas agora percebo que isso pode mudar.
Abri os olhos, voltando a vislumbrar aquele azul harmonioso, a cor que mais paz me transmite. Olhei para a pessoa ao meu lado. Ele tinha também os olhos fechados e um sorriso sereno nos lábios. Perguntei-lhe porque sorria. Ele olhou-me e eu adivinhei a sua resposta: “Por nada…” Continuamos a olhar-nos, em silêncio, por alguns segundos. Então, surpreendentemente, ele volta a sorrir e num sussurro disse-me:
“Casa comigo…”


Amo-te…

2ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


20 anos antes...

O Baile da Floresta era o acontecimento do ano. Todos os seus habitantes se apresentaram para celebrar a Primavera. As raparigas haviam colocado uma coroa de flores na cabeça. Entre todas as raparigas, destacava-se uma. Era ágil, esperta e enigmática. Adorava passear solitariamente pelos caminhos sinuosos da Floresta e murmurar aos animais e às plantas. Parecia levitar a poucos centímetros do chão e era raro ouvir-se-lhe uma palavra. O seu nome era Safira. Ela era apenas a filha de um pobre lenhador, que perdera a mulher há já algum tempo. Safira tinha dezassete anos e toda uma infância sofrida marcada nos lindos olhos amendoados. No entanto, transportava consigo alegria e suavidade. Todos os rapazes a admiravam, mas Safira só tinha olhos para um: Rafael, o Príncipe da Floresta. E juntamente com a sua paixão secreta, tinha dentro de si a certeza de que Rafael nunca iria olhar para ela. O Príncipe da Floresta! Vira-o apenas uma vez, mas fora o suficiente para nunca mais tirar da cabeça o rapaz de olhos negros e cabelo levemente selvagem. Parecia estar envolto numa penumbra de magia. Aliás, como toda a Floresta. Ele não a vira. Havia sido num daqueles dias em Safira se embrenhara nos caminhos mais obscuros da Floresta, em busca dos fantásticos segredos que o seu pai jurava estarem lá escondidos. Baixara-se para colher uma flor que lhe chamara a atenção quando ouviu ruído atrás de si. Aninhou-se ainda mais no meio da vegetação, tentando perceber quem passava. Logo ali ao lado, havia um caminho de terra batida, que serpenteava por entre as mais belas árvores. Safira sabia que o caminho conduzia ao enorme castelo dos Reis da Floresta.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Borboleta...


" A teoria do caos afirma que o bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo" (Efeito Borboleta)

Sou mesmo perigosa!!!

Estrela

Na beleza da escuridão, procuras
Como em busca do desconhecido,
Aquela que te ilumina
Que te dá força e alegria de vencer
De viver...
Fecha os olhos e deixa-te levar.
Nos recantos da tua imaginação
Podes vê-la
Tocá-la
Senti-la
Podes por breves instantes,
Ouvir o murmúrio que sopra com o vento
Que te acaricia
Como uma mão de veludo
E quando o silêncio se apodera de ti
Sentes que ainda a tens
Que não partiu
Contrariando o mau presságio,
Que julgaste ser parte de ti
Sentes que ainda a tens
Porque...
Abrindo agora os olhos
Podes novamente vê-la, tão perto de ti
Tão resplandecente, tão bela, tão tua...
Porque...
Esticando a tua mão
Podes de facto sentí-la
A ela
A estrela que te guia
A estrela que nasceu para ti

domingo, 17 de junho de 2007

O meu novo livro, chamado "Lua - A Princesa da Floresta Dourada"...1ª Parte do 1º Capítulo "Safira"


Um grito gelado e agudo cortou o silêncio da casa. Do lado de fora, Rafael encostara o ouvido à porta, gemendo no momento em que ouvira Safira gritar. Ansiava por a poder consolar, mas sabia que ela jamais permitiria a sua entrada. Era apenas uma questão de honra e nada mais. Começou a andar de um lado para o outro, no extenso corredor, quase derrubando os vários candeeiros de pé alto, que emitiam uma luz bruxuleante e pouco intensa. Parou, nervoso, com as mãos atrás das costas, assim que ouviu um novo grito da mulher. Aquele filho era o que mais haviam desejado nos dezanove anos de casamento. Já quase tinham perdido as esperanças, quando certa noite, uns meses antes, Safira lhe anunciara que estava grávida. Finalmente iriam ter um herdeiro. Recordava esse momento com alegria, mas agora, pressentindo o sofrimento da bela mulher, quase sentiu vontade de fazer o tempo voltar atrás. Safira tinha já trinta e sete anos. Não era nenhuma jovem, e temia por ela. Recomeçou a caminhar para trás e para a frente, sempre atento aos sons que provinham do quarto. Podia ouvir as duas criadas incentivarem a mulher prestes a dar à luz. Daria tudo para que Safira não tivesse que passar por aquele duro tormento. À memória surgiu-lhe, quase que por magia, o dia em que se haviam conhecido e imediatamente se apaixonaram. Safira não tinha mais que dezassete anos e Rafael acabara de fazer vinte. E fora exactamente há vinte anos.

segunda-feira, 11 de junho de 2007




"Lamentavelmente não te posso olhar
nos olhos porque estás longe,
porém posso escutar as tuas tristezas
e compartilhá-las se me escreves.
Respeito-te mais ainda que a mim mesmo
Luto a teu lado se de mim necessitas
e nunca te deixarei sózinha,
nem que o mundo inteiro se volte contra ti.
Posso dizer-te as minhas verdades
ou o que a mim me parece melhor.
Porém não posso discutir as tuas verdades
porque são as verdades do teu coração.
Creio no verdadeiro amor pois é o único
sentimento que não morre na adversidade,
nem se deixa de amar quando o teu amor esta distante,
não me deixo renegar a esse sentimento,
sou leal, fiel a ele.
És o que faz a minha vida mais rica e mais bela.
Estás num lugar muito especial
Dentro do meu coração
Muito obrigado por existires!!!
Amo-te;) " By Renato